50 anos protegendo o Brasil contra incêndios: como a CM Couto migrou do Google para o Microsoft 365
- brizmoit
- há 2 dias
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Em um cenário em que ataques de spoofing e fraudes por e-mail crescem dois dígitos ao ano no Brasil, a CM Couto decidiu agir antes. A empresa, referência nacional em segurança contra incêndios há mais de 50 anos, conduziu a modernização completa do seu ambiente de TI, saindo do Google Workspace para o Microsoft 365 em três meses, sem parar a operação.
Depois de décadas atendendo clientes como Petrobras, Vale, Banco do Brasil, Bunge, Shell e Telefônica, com produtos que protegem vidas e patrimônios em situações críticas, a empresa começou a perceber que o ambiente de TI que sustentava sua própria operação interna já não acompanhava o porte do negócio. Foi quando a Brizmo entrou na história.
A empresa que protege quem protege
Fundada em 1970, a CM Couto (e sua marca industrial Coutoflex) tornou-se uma das maiores fabricantes brasileiras no segmento de prevenção e combate a incêndios. Da sede em Duque de Caxias até o novo centro logístico inaugurado em Santa Catarina em 2026, a empresa fabrica mangueiras de incêndio, líquidos geradores de espuma (LGE) e fornece um portfólio amplo de equipamentos, serviços de engenharia, brigada e treinamentos.
São cerca de 800 colaboradores distribuídos pelo país, atendendo milhares de clientes nos setores de óleo e gás, indústria, infraestrutura, varejo e governo. Nomes como Petrobras, Vale, Bunge, Shell, Itaipu, Gerdau e Ambev confiam diariamente em produtos com o selo da CM Couto.
Ou seja: quando algo dá errado em um cliente da CM Couto, a empresa precisa estar pronta para responder. Confiabilidade não é um diferencial, é o produto.
O paradoxo
Mas internamente, a TI da CM Couto vivia um paradoxo. A empresa que vende segurança operava com um ambiente de comunicação e arquivos espalhado entre Google Workspace, servidor local e versões diferentes do Office em cada estação de trabalho.
Para uma operação que atende clientes de altíssima criticidade, essa configuração não correspondia ao porte e à maturidade que o negócio exigia.

Quando a plataforma chega no limite
No primeiro semestre de 2025, três frentes apareceram com clareza:
1. Camada de segurança de e-mail no padrão antigo. A plataforma anterior não oferecia, de forma nativa e robusta, os mecanismos modernos de autenticação de domínio (SPF, DKIM, DMARC). Em um cenário em que ataques de spoofing e e-mails forjados estão entre as ameaças cibernéticas que mais crescem no Brasil, manter um domínio sem essas camadas modernas representava um risco que a operação não podia aceitar.
2. Capacidade de armazenamento no limite. A baixa rotatividade, característica de uma empresa de mais de 50 anos, somada ao volume de comunicação corporativa intensa, resultou em caixas de e-mail saturadas. Isso afetava a entrega das mensagens e levava muitos usuários a recorrer a arquivos PST locais, uma prática que fragmenta o controle dos dados e complica a gestão de informações sensíveis.
"A tecnologia que usávamos já não acompanhava o que a operação demandava. Era uma limitação estrutural, não uma falta de planejamento." - Maicon Orlando da Silva, Head de TI da CM Couto
3. Dados descentralizados, sem mobilidade real. Documentos corporativos viviam em três lugares: Google Drive, servidor local e estações dos próprios usuários. Para uma empresa com técnicos em campo, brigadistas em operações off-shore e equipes regionais, essa dispersão criava um problema invisível mas persistente — a informação certa nem sempre estava ao alcance de quem precisava dela, no momento em que precisava.
A leitura da liderança era clara: o ambiente havia atingido o limite das suas possibilidades. Era hora de uma virada estrutural.
Por que migrar do Google para o Microsoft 365
A escolha pelo Microsoft 365 não foi por acaso. Para uma empresa do porte e do perfil da CM Couto, a decisão precisava cobrir quatro vetores ao mesmo tempo:
Segurança nativa de nível corporativo. SPF, DKIM, DMARC, MFA, Defender, anti-phishing avançado, tudo dentro de um ecossistema único, configurável e auditável.
Padronização e integração. Outlook, Teams, SharePoint, OneDrive e Office na versão mais atualizada, para todos os 800 colaboradores. Fim das incompatibilidades entre versões e da dispersão de ferramentas.
Continuidade e mobilidade. Acesso de qualquer lugar, para equipes em campo, off-shore e regionais, com a alta disponibilidade da nuvem Microsoft.
Alinhamento com o mercado. Os principais clientes da CM Couto já operavam no ecossistema Microsoft. A Petrobras, por exemplo, usa Teams e Exchange. Estar na mesma plataforma facilita reuniões, compartilhamentos e o tom geral de comunicação corporativa.
Definida a plataforma, veio a segunda escolha estratégica: o parceiro de implementação.
Por que Brizmo
Para uma migração desse porte em uma operação de altíssima criticidade, escolher o parceiro era tão importante quanto escolher a plataforma. A Brizmo apresentou um plano de projeto maduro, com gestão por Kanban, acompanhamento via Microsoft Planner, checkpoints semanais e, talvez o ponto decisivo, uma comunicação aberta sobre os controles de segurança que seriam aplicados desde o primeiro dia.
A flexibilidade também conta uma história. No levantamento inicial, a Brizmo identificou um detalhe que não estava no escopo original: a CM Couto tinha dois domínios distintos no Google, com dois ambientes paralelos para migrar. O ajuste foi rápido, sem renegociação dramática, e o cronograma seguiu intacto.
Esse tipo de leitura, antecipar imprevistos sem trazer ruído ao cliente, foi o que selou a relação de confiança ao longo do projeto.
"Quando a gente olhou pro escopo da CM Couto, ficou claro que não era só uma migração técnica. Eram centenas de usuários, dois domínios, file server local sem identidades centralizadas, um ambiente de responsabilidade alta. Tinha que entrar com plano e clareza desde o primeiro dia." Eduardo Fracari, Head de Serviços da Brizmo
Execução em duas fases
A primeira decisão estratégica veio já no kick-off: a Brizmo propôs dividir o projeto em duas fases. Olhando em retrospectiva, foi essa escolha que deu segurança ao processo inteiro.

Fase 1 — E-mails
A primeira metade do projeto foi dedicada à criação do tenant do Microsoft 365, configuração completa do ambiente (usuários, grupos, licenças, políticas) e à virada das 240 caixas de e-mail do Google Workspace para o Exchange Online.
O momento mais delicado foi a virada de DNS. A partir daquele instante, o domínio @cmcouto.com.br passou a entregar e-mails na infraestrutura da Microsoft. Graças a uma sincronização incremental final, nenhuma mensagem foi perdida.
No dia seguinte, a Brizmo manteve sessões de suporte intensivo (manhã e tarde) para acompanhar usuários no primeiro acesso ao Outlook. A diretoria e o financeiro receberam atenção especial, afinal, são áreas onde uma falha de comunicação custa muito mais.
Fase 2 — Arquivos
Com o e-mail estabilizado, a equipe partiu para a migração de arquivos. Os 200 GB do Google Drive foram movidos para o SharePoint Online, durante a transição. Os 500 GB do servidor de arquivos local foram transferidos no período de recesso da empresa, minimizando qualquer impacto em quem estava em operação.
Outro ponto importante para o projeto, foi condução do workshop técnico de encerramento com a equipe de TI da CM Couto: navegação pelo novo ambiente, melhores práticas de administração e sessão final de dúvidas.
Três meses do kick-off ao encerramento. 100% do escopo entregue. Zero downtime relevante.
"Foi a divisão em duas fases que nos deu controle sobre cada etapa. Migrar os e-mails primeiro deixou a comunicação estável antes da gente mexer nos arquivos. Quando entramos no SharePoint, todo mundo já tinha confiança no novo ambiente." Eduardo Fracari

Pessoas, não só tecnologia
Um detalhe importante: a equipe de TI da CM Couto entrou no projeto com cautela natural. Não por falta de competência, pelo contrário, era exatamente a familiaridade com a operação que tornava qualquer mudança de plataforma uma decisão a ser tomada com critério. Mas porque conviviam há muitos anos com a plataforma anterior, e qualquer migração desse porte naturalmente carrega ansiedade.
A diferença foi a postura próxima da Brizmo durante o caminho. Reuniões frequentes, transparência sobre cada passo, decisões compartilhadas. À medida que a fase 1 avançou, a confiança se consolidou. Na fase 2, o time da CM Couto já estava propondo melhorias.
"O Gerente de TI e o Analista de TI estavam apreensivos. Mas, ao decorrer do projeto, foram tomando confiança e conseguindo um sucesso e êxito nele. Hoje estudam muito o 365 e todos os dias implantam algo novo na operação." Maicon Orlando da Silva
Essa transformação cultural, talvez mais do que qualquer indicador técnico, é o que define um projeto bem-sucedido.
O que mudou de fato
Os ganhos imediatos foram visíveis:
Domínio blindado contra spoofing. Com SPF, DKIM, DMARC e as políticas de anti-phishing do Exchange Online ativas, o domínio @cmcouto.com.br opera hoje no padrão de segurança que o porte da empresa exige. A camada nativa de proteção elimina a possibilidade de e-mails forjados em nome da empresa chegarem aos destinatários.
Entrega de e-mails consistente. A capacidade nativa do Exchange Online resolve definitivamente as limitações de armazenamento e entrega que a plataforma anterior já não comportava.
Colaboração no ritmo dos clientes. Com o Teams nativo, reuniões com clientes corporativos como a Petrobras passaram a fluir no mesmo padrão. A padronização do Office resolveu as incompatibilidades de versão que atrasavam o dia a dia.
Mobilidade real. Técnicos em campo e off-shore agora acessam os arquivos da empresa de qualquer lugar, com controle de acesso e auditoria. O servidor local foi aposentado.
Governança e segurança de dados. Os PSTs locais saíram de cena. Backup automático, controle de versões, rastreabilidade, tudo nativo da plataforma.
Mas a transformação mais relevante talvez seja menos visível: a postura da TI mudou.
De operação a estratégia
Antes da migração, a TI da CM Couto dedicava boa parte da agenda à gestão de uma plataforma que não acompanhava mais o ritmo do negócio. Hoje, com a infraestrutura no padrão atual, o time estuda, propõe e automatiza.

"Hoje, a CM Couto não enxerga o Microsoft 365 apenas como uma ferramenta, mas como uma plataforma estratégica. Com novos projetos em andamento, a empresa segue expandindo o uso da solução, incorporando automação, inteligência artificial e novos fluxos de trabalho no dia a dia. O resultado é uma operação mais segura, mais eficiente e preparada para crescer." Maicon Orlando da Silva, Head de TI da CM Couto
Power Automate, agentes do Copilot Studio, integrações no Teams, antes, esses temas pareciam distantes. Hoje fazem parte do roadmap interno.
A migração foi o ponto de partida. O destino é uma TI que deixa de ser centro de custo e passa a ser motor de crescimento.
E se essa história soa familiar?
Caixas saturadas. Ferramentas dispersas. Vulnerabilidades de e-mail. Dados descentralizados. Ou simplesmente a sensação de que a plataforma atual já não acompanha o ritmo do negócio.
A CM Couto provou, em três meses, que é possível dar um salto estrutural sem parar a operação. Sem perder dados. Sem comprometer a comunicação com clientes estratégicos. Com um plano claro e um parceiro presente do começo ao fim.
A Brizmo conduz migrações de Google para Microsoft 365 em ambientes de alta criticidade, indústria, óleo e gás, financeiro, varejo, serviços. O objetivo não é apenas trocar a plataforma; é abrir caminho para que a TI da sua empresa volte a ser o que ela deveria ser desde sempre: uma vantagem competitiva.
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